Sorocaba tem evento classificatório para o Basquete 3×3


Uma grande celebração do basquete, com atletas de várias gerações, marcou a 1ª etapa de qualifying (classificatório) para o 2º Challenger Internacional de Basquete 3×3, que ocorreu em Sorocaba, neste domingo (29). O evento, organizado pela Associação Nacional de Basquete 3×3, começou na quinta-feira (26) e foi encerrado ontem, na praça de eventos do Shopping Cidade.

Na categoria principal, Pro Adulto Masculino, participaram 16 equipes de várias partes do país — como Santa Catarina, Mato Grosso e Rio de Janeiro, além de São Paulo — se enfrentando em 22 jogos. Todos na busca pelas duas vagas para o Challenger Internacional, que ocorrerá em São Paulo nos dias 10 e 11 de setembro, reunindo dez equipes nacionais e seis internacionais. A partida final ficou em 21 a 14 para o São Paulo DC sobre o Santos. Com isso as duas equipes conquistaram as vagas para o Challenger.

O coordenador do torneio, Carlos Cardoso, o “Betão”, explica as diferenças entre o basquete tradicional e a modalidade 3×3 — em que são apenas três jogadores em quadra, um reserva e uma só tabela. “É uma modalidade que teve origem na rua, nos guetos americanos, no Bronx. Eles adaptavam a tabela em qualquer lugar: na parede, no poste, no portão, debaixo do viaduto. Então, a grande característica é que você pode jogar o 3×3, que é o antigo streetball, em qualquer lugar. A prova disso é que estamos fazendo dentro de um shopping center”, disse.

Para ele, a modalidade fascina os amantes pelo esporte. “Quem gosta de basquete vem e se apaixona. Todo jogo é disputado ponto a ponto. Traz aquela emoção do fim do jogo de basquete para a partida toda”, afirmou.

O veterano das quadras Fernando Fischer, que tem passagens por times como o Bauru, é um dos que foram conquistados pelo 3×3. “Eu jogo há 26 anos, joguei profissionalmente até a última temporada da NBB. E sempre acompanhei alguns atletas que foram parando e começaram a jogar o 3×3”, contou o jogador.

Fischer relata uma boa adaptação: “Sempre fui um arremessador e isso é mais valorizado ainda numa competição dessas”, disse. Fernando participava do torneio pela equipe Santos, que também tinha entre os jogadores Fernando Vera, técnico da Liga Sorocabana de Basquete (LSB). Ele cobriu a ausência de um atleta que não pôde comparecer.

A única equipe sorocabana participando da final foi a Old Ballers Sorocaba, que não conquistou a classificação. Rogério Ferreira Antunes, de 19 anos, acreditava ser uma honra representar a cidade em casa, mas ressaltou que o clima do torneio era de celebração entre os amigos do basquete. “O time a gente formou esse ano, é um time de amigos”, disse. O atleta conta o que torna a modalidade tão diferente.”Tem mais espaço para jogar e é mais corrido”, explicou.

O jogador Marcelão, conhecido por atuar em grandes equipes, como o Flamengo, também destacou as vantagens do 3×3. “Você tem mais espaço para fazer as jogadas. No 5×5 tem pouco espaço, não dá tanta liberdade para os pivôs”, avaliou. O atleta, que é o atual líder do ranking individual do 3×3, reclama da falta de patrocínio para a modalidade e conta ter gastos pessoais e muitos esforço para participar das competições, mas acredita que com a divulgação do esporte, isso possa mudar.

De acordo com o coordenador do torneio, Betão, essa é a intenção de promover os jogos em locais como o shopping. “O objetivo principal é dar visibilidade ao basquete 3×3 para todo o público”, disse. O evento contou também com shows, DJ”s e o desafio de arremessos para o público. “É uma modalidade esportiva nova, jovem, inovadora por esse ambiente que se cria. Então, os jogos são oficiais, tem regra, regulamento, mas eles são executados com música, com narração a vivo, com essa animação e entretenimento”, afirmou.

O projeto Drible Certo no Mundo 2 é aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, patrocinado pela Wheaton Brasil, com apoio Havan, e realizado pela Associação de Basquete de Rua de São Paulo – ABRSP.


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